Batata
Posted by Maísa Vasconcelos in Cotidiano on 5 de dezembro de 2007
A Pringles vendida nos supermercados daqui é importada dos Estados Unidos ou não? Se a China retirou das prateleiras por risco de câncer, e considerando que o bromato de potássio é proibido no Brasil, não deveria ser feito o mesmo? Medo.
Quem ama o feio, belo lhe parece?
Posted by Maísa Vasconcelos in Confissões, Cotidiano, Eu on 5 de dezembro de 2007
Olha o que são as tramas da rede! O sujeito pega um megafone, sai às ruas em mi Buenos Aires querido, e acaba por encucar pensamentos bem aqui nesse juízo já cheio de caraminholas. Está lá no site da BBC Brasil: o escritor (guardem a profissão do rapaz) Gonzalo Otálora, decidiu promover uma campanha em favor da cobrança de impostos sobre a beleza. Para ele, quem é lindo deve financiar os feios. E para quem o moço, que se diz um sobrevivente do preconceito aos feios, apresentou o projeto? Quem? Ao Kirchner! Já ganhou. Ahahahaha… Brincadeirinha, acho até o narigão dele um tanto charmoson. Agora imagine se a moda pega aqui no Brasil.
Matutando sobre um maluco defender isso, me ocorre que nos últimos dias em cada papo besta desfiado vinha sempre o assunto beleza. Mas não assim de forma tranqüila. Nããão. A questão é que é im-per-do-á-vel não ter atributos pelo menos próximos, que lembrem de raspão, a… Juliana Paes, só para citar um modelo de perfeição da estação. Pior é que mesmo os homens já entraram nessa paranóia: todos querem ser Rodrigo Santoro ou Murilo Benício ou o bonitão da Dança no Gelo, da Malhação. Mas, voltando aos papos bestas. Dia desses, enquanto enfrentava o tédio de fazer as unhas, ouvi a criatura perguntar para a amiga do lado, já esticando as bochechas: “tu acha que eu faço um lifting?”. Durante a festa de confraternização a amiga-lindinha-para-lá-de-enxuta, às vésperas dos quatro ponto zero a serem comemorados na praia de biquíni de lacinho, choraminga os dois quilos a mais. No msn a paixão ex-quase-platônica diz que está obeso. Aqui do lado, o pimpolho que só tem uma dúzia de anos já pena para manter a forma e poder bater no peito, que um dia vai ser sarado, dizendo que é magro. Aaaaaaaaai! Que estresse! Insatisfação individual é doença contagiosa. Ioga e meditação já!
A verdade é que é quase impossível não ser levado pela onda. Há uma indústria da beleza fortíssima nos dizendo, através da mídia principalmente, que há um padrão e que é perdedor quem não se enquadra. Beleza é sinônimo de poder, de sucesso. E na busca por sucesso e poder pode ser muito fácil entrar em labirintos. Difícil ter serenidade para discernir o que é necessidade, e até que ponto a aparência pode gerar crescimento interior.
Na minha profissão, apresentadora de televisão, a cobrança está bem mais presente. Se por um lado feiura é algo proibido, desligar-se da beleza é crime inafiançável. Numa roda de conversa falávamos da estréia da TV Digital e o comentário era sobre a maquiagem da apresentadora X que deixava ver a idade dela, e da urgência por um novo paradigma no make up. Ahahahaha. Bem condizente com a importância das discussões sobre o tema, né? E deu pra perceber que aqui beleza e juventude vêm num pacote? Quer mais? Outro dia, um cirurgião plástico que entrevistei, no que considero uma gafe, disse no ar, apalpando minha testa, que eu deveria fazer um procedimento lá, para atenuar rugas. E nem adiantou brincar de somar, dizendo a ele que cada uma delas é de estimação, que têm nome e tal.
Quer saber? Dentro dos parâmetros vigentes, o homem tem razão: telespectador não quer ver ruga na TV. Pior é que nem fora dela. E tome lifting e laser. O primeiro não fiz, mas o segundo sim. Aliás, estou fazendo um tratamento para atenuar manchas de sol no rosto, pescoço e colo. O resultado de uma primeira sessão foi bem animador e vou repetir nos próximos dias. Ao final, prometo comentar mais detalhadamente. Mas digo logo que não acho que minha experiência deva ser copiada ou que vá render livro, como é o caso do escritor-feio-militante lá do começo. Aham! Gonzalo Otálora acaba de lançar um livro intitulado “Feio!”. Sacou?
Há blogs que vêm para o mal
Posted by Maísa Vasconcelos in Internet on 4 de dezembro de 2007
É o caso do Fila da Morte – um blog-atentado-à-dignidade-humana. Não bastasse o sofrimento da superlotação, a humilhação da espera, o atendimento improvisado em corredores, agora pacientes do IJF têm que se ver expostos na internet?
Indigno. Isso não é coisa de blogueiro, é atitude de manipuladores que sequer têm a decência de botar a cara de pau como assinatura. Quem fez o blog precisa saber que há que se ter responsabilidade. Pedir compaixão me parece muito. E não me venham com a desculpa esfarrapada, clichê, de que a sociedade precisa saber o que acontece. Há formas menos aviltantes de chamar atenção.
E não botei link pela mais absoluta convicção de que não quero ver isso levado adiante.
O espírito de natal e o efeito colateral
Posted by Maísa Vasconcelos in Confissões on 3 de dezembro de 2007
- Seu Dotô, tô cum poblema.
- Pois não, minha filha, desfie seu rosário. Tenha cerimônia não!
- É qui ôxe! tamo bem no cumecim do mês, né? Mas já tá me dano um rivirado na boca do istambo, Dotô. É um calô da peste toda veiz qui eu espio pra esse tal de Papai Noel, Dotô. O cabravéi veve pra riba e pra baxo cum essa ropa lá dos Isteites, hômi! E o disgramado inda qué esculambar cum as teia da gente, óia! Hômi e diz qui vem é cum uns viado lá de riba? Sei não, Seu Dotô. E esses pé de mato qui inventaro de dizer qui é as arvi de natal? Tinha uns garranchim mais paricido cum os daqui não? Preu arruinar de vêizi só falta aqueles toque daquele cantô dos ocrim e daquela moça de voiz grossa.
- É o espírito de natal, minha santa.
- Dotô, eu sô é santa mermo, ó, purque aguentar um isprito abestado desse é osso, Dotô. É osso! Tinha um da cabeça mais chata, não, tinha não?
Lê jornal, Veneranda!
Posted by Maísa Vasconcelos in Utilidade Pública on 3 de dezembro de 2007
Depois de ler no jornal O Povo que o vice-revanchista, Ops! o vice-prefeito Carlos Veneranda não estava informado sobre o que acontecia durante a greve dos médicos do IJF, só me ocorre prestar um serviço de utilidade pública. Já que ele tem internet, aí vão os lins dos principais jornais de Fortaleza:
- O Povo – www.opovo.com.br/opovo
- Diário do Nordeste - http://diariodonordeste.globo.com/
Delegacia sem internet dá nisso
Posted by Maísa Vasconcelos in Cotidiano on 1 de dezembro de 2007
Pela foto dá para perceber que esqueceram de avisar
aos policiais do 15º Distrito Policial, sediado no bairro
Cidade 2000, que a greve acabou, né? E o título aí do alto
é uma referência à matéria veiculada no jornal O Povo
deste sábado (cujo link não consegui encontrar), que fala
sobre o vice-magoado, Ops! o vice-prefeito ter descoberto
que é o prefeito da cidade navegando pela internet.
Não tire o cavalinho tarado da chuva ainda
Posted by Maísa Vasconcelos in Confissões, Eu on 1 de dezembro de 2007
E aí, povo da Blogô? Antes das especulações sobre o chá de sumiço que tomei, que digam por aí que morri, que voltei pra Tambaba a pé ou, a pior das possibilidades, que não dou a menor bolinha para tantos apelos, vou logo adiantando: o mundo lá fora é bão, mas é beeem apertadim e gira com um relógim atado nos cós. E com o ano nos finalmentes dar conta do recado vira algo mais desafiador. Mas isso é assunto para outro papo-post.
Por hora, comunico solenemente que esse diarinho, doravante, prestar-se-á exclusivamente a relatos que caibam “peladas” e coisinhas picantes do gênero. Bem doida! Mas esse tipo de decisão poderia muito bem ser amparada pelo estrondoso número que segue. Repare: 5.150% foi o índice de aumento de visualizações do blog no intervalo de cinco dias. E tudo por conta do post aí de baixo. Até campanha surgiu! Coisa do Roberto Maciel, que aliás está bem acompanhado em matéria de malinação pelo Leonardo Fontes e pelo Sampson Moreira. Emílio Moreno, Marcelo Inácio e até Maurição entraram na gandaia! Ô povo que adora uma fuleragem!
Jogando todas as fichas
Ainda em ritmo de confessionário, asseguro que deixar de postar ou de dar uma explicação pela não postagem das fotos não foi premeditado. Mas quer saber? Estou me divertindo muitíssimo com essa história toda. É claro que não vou botar foto na internet, assim do nada, pra saírem passando a mão nela, né? Mas olha que o Maurição pegou pesado nos argumentos em favor da publicação ampla e irrestrita. Balancei. E agora, minha santinha protetora das blogueiras tímidas?
Já fiquei pelada em Tambaba…
Posted by Maísa Vasconcelos in Confissões, Dicas, Eu on 28 de novembro de 2007
Não vou nem mentir. E gostei foi muito. Tem até foto para provar. Daqui pra findar esse texto decido se cabe ou não publicar. Mas o fato é que um post puxa outro. Escrevo agora motivada pelo “anúncio” de emprego nada convencional que o Roberto Maciel Luiz Carlos Carvalho publicou e que o Nonato repercutiu. Diz que a Prefeitura da cidade de Conde, na Paraíba, estaria recrutando INTERESSADOS em guiar jumentos carregadores de beldades PELADAS na dita praia em que perdi a vergonha e resolvi sair correndo areia afora, do jeitinho que papai do céu me fez chegar na rodoviária desse mundo.
Mal da internet, motivo de descrença e tal, minha preguiça me faz desistir de vasculhar sites para saber da veracidade do “anúncio”. Dito isso, para que ninguém me acuse de falar sem embasamento (ô palavrinha pôdi!), faço algumas considerações sobre:
- Não é só mulher que tem que tirar a roupa para entrar no espaço reservado para nudismo, em Tambaba
- Não está escrito no regulamento que para tirar a roupa tem que ser miss
- Por mais que o selim seja ultra macio e descartável, convenhamos, andar pelada num jumento deve ser algo meio, digamos, nojento. De qualquer forma, voltando lá, sim eu voltarei, já levo na mala o meu próprio
- E, para encerrar, aquilo lá tá mais para anúncio de filme pornô, , se bem que também podia ser folder de turismo pra gringo ver. Além de ser machista que nem presta, né
Mas o melhor de Tambaba pode ser vivido antes mesmo de chegar lá. Depende do seu nível de relaxamento, é claro. Se você vai dar uma de nudista de primeira viagem, aproveite para curtir a própria viagem. Esqueça a tensão olhando pela janela. Já faz um tempo que estive lá, mas acho que não mudou muito. As estradas são rodeadas de verde, os caminhos são bucólicos, há paradas bem bacanas com vendas de frutas da estação.
Uma vez lá, ainda dá tempo de decidir se tira ou não a roupa, já que há espaços distintos onde se pode apreciar a natureza vestido mesmo. Se decidir entrar, aí não, você deve ler o regulamento exposto na entrada e fazer valer o que aprendeu de pai e mãe. Nada de querer dar uma de esperto e sair fotografando ou filmando, que é batata a segurança encurtar sua viagem. Prepare-se para achar esquisito quando for horário de reposição de bebidas. Coisa do outro mundo ver os caras descarregando caixas de cerveja, vestidinhos da silva, enquanto você tenta dar uma de transparente. E trate de fazer amizade com as abelhinhas do lugar. Lembro que pirei de pensar numa ferroada delas. Já pensou? Nada de querer ficar de amassos, que não é permitido aquecimentos no lugar. Muito menos você deve ficar olhando fixamente para os possuídos dos outros. Acredita que meu acompanhante de aventura, um namorado, achou um piercing bem lá nas partes baixas de uma menina que vinha a quilômetros? E, não, meninas, os garçons não servem só de gravatinha borboleta. Para os meninos, bem, o melhor é pensar em tudo menos naquilo, né.
De resto, vale a pena dar-se esse presente. Se você tem mais tempo e dinheiro, dá para tentar hospedagem por lá. Se não, um dia já pode ser o suficiente. Correr livre pela praia, andar sem nada que lhe aperte, mudar o foco das tensões, esquecer das outras regras, e da vergonha, é algo necessário de vez em quando. Pena que a faixa de praia reservada para nudismo seja tão pequena.
Situe-se: Tambaba – Conde / PB, distante 30 km de João Pessoa. Acesso pela rodovia PB 008
Bloguês é outra coisa
Posted by Maísa Vasconcelos in Estréia, Internet on 28 de novembro de 2007
Economês, politiquês, cientifiquês, juridiquês, e outros muitos “ês” não citados aqui, acabam por entrar na caxola graças aos veículos de comunicação e a própria comunicação interpessoal. Quem não pega assim, que se vire em dicionário para destrinchar o palavrório de um sem número de profissionais já acostumados aos jargões. Normal. E se a pessoa sai da estatística dos excluídos digitais e, tcharam! consegue adentrar (isso é policialês) no fantástico mundo da Internet e criar o seu próprio blog? – Não pode ser diferente, tem que se rebolar no informatiquês- diria você. It’s wrong, baby. O felizardo, ou felizarda, terá que segurar, ou soltar, o tchan um tantinho mais, afinal só com o velho português não vai dar. Tá, o Brasil já está botando as manguinhas de fora e tal, há páginas disso e daquilo devidamente traduzidas e cheias de sugestões de berimbelos para pendurar nos blogs. Mas, só isso basta?
Já estava mais ou menos familiarizada com alguns termos, até já dei meus pulinhos em HTML lá no 3 Amigos, mas essa mudança para cá está me dando é um nó no juízo. Plugins, tags, Pagerank, backlink, feeds, blogroll, AdSence, AdLogger, CSS, PHP, HTML, widgets, trackback, themes, Twitter… Isso tudo combinado com uma certa histeria no mundo da blogosfera: é uma tal de busca por sucesso que não sei não.
Se você, como eu, está com dificuldades, minha amiga, meu amigo, só tem um jeito: chore suas mágoas aí nos comentários. E isso já é uma busca descarada por sucesso. He he… Alguém aí conhece um “personal blog”? É assim que se escreve? De preferência que seja moreno, alto, bonito e sensual. Paga-se bem
Ruído de gerações
Posted by Maísa Vasconcelos in Cotidiano on 26 de novembro de 2007
Se o seu filho de 12 anos entrar no carro se esgoelando para soltar isso:
“Antes era garotinhaa apaixonadaa
que me ligava todo diaa preocupadaa
com as coisas que eu faziaa na madrugadaa
mas no fundo, já sabiaa que eu não valia naaaaadaaa”
E ainda por cima perguntar quem está cantando… Pare, pare e pare.
Não responda antes de pensar duas ou três vezes, apele pra São Google, se for o caso, mas nun-ca faça como eu fiz. Imagine que esta mãe do século passado, que sou eu, soltou um:
- Já sei, é o NSix!
No banco do passageiro havia apenas um rosto transfigurado pela decepção. Aí, tentei consertar:
- Aaaah! Claro é Cachorro Doido!
Tóin-óin-óin-óin-óin-óin!
- Tudo bem, mãe, o Nando Reis já chamou de Cachorro Morto. O nome é Cachorro Grande. E a outra é Forfun. Mas aquela tu sabe, né?
- “Diiizééér, o que eu posso diiizééér… lá lá lá lá lá lá”

Maísa Vasconcelos - Brasileira [em Fortaleza] - Apresentadora de TV [quase loura, nada de peitões] - Jornalista [até certo ponto parcial] - Radialista [fora do dial, por enquanto] - Cerimonialista [sem frescuras] - Blogueira [de bobeira] - Mulher [em construção]
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