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28 Março 2008, por Maísa Vasconcelos

Da minha janela vejo flores, a trepadeira de pequenas flores róseas. Vejo um céu azul, o céu cinza, o céu escuro-estrelado, passantes curiosos, pardais inconstantes e seu trinado, e um beija-flor que me visita com a freqüência das jovens paixões. Já quis um registro desses olhares enquanto sigo com os cliques no teclado, mas curiosamente há sempre um senão. Pois da minha janela vejo outras janelas.

Inaugurando mais uma sessão seção aqui no MB, convido você para juntos darmos uma brechadinha através da janela do Vladimir Frama, um cearense que mora há 13 anos em Den Haag, a cidade de Haia na Holanda.

Den Haag_fotos:Vladimir Frama

Vladimir é um amigo recente e já querido. Ele me contava essa semana da louca mudança de tempo que pegou na terça-feira passada, retornando de uma viagem que fez a Amsterdam. Já em casa, mirou a câmera e registrou tudo, num intervalo das 15 horas até as 23 horas. Repare no céu azul da foto 1 em contraste com o céu carregado da foto 2. Nas fotos 3 e 4 o que pensamos ser chuva na verdade é a neve caindo. E à noite a rua está “branca de neve”, como ele diz. É quase primavera por lá e essa diferença toda em tão curto espaço de tempo chamou atenção de todo o país, segundo ele.

E eu aqui lembrando da imensa nuvem chumbo que nos encobriu e se foi. Imagine conviver com tamanhas diferenças há tanto tempo! Perguntei já mais de uma vez ao Vladimir o que é mais difícil nessa adaptação a um lugar tão distante dos nossos costumes, de tudo, e a resposta é a mesma: “tudo é difícil, não dá para dizer se é mais a língua, o clima, a discriminação”… E por que ir? O cearense parece que está sempre indo. E vindo. Vladimir vem pelo menos duas vezes ao Brasil, agora que já tem mais segurança no trabalho que desenvolve por lá. Afinal já faz “uma cara” que decidiu cruzar o Atlântico.

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