Archive for category Mundo

Un cadeau pour toi

Felipe Abud é repórter fotográfico dos mais sensíveis e criativos. Em Fortaleza, passou pelas redações do extinto Tribuna do Ceará, Diário do Nordeste e, mais recentemente, pelo jornal O POVO, além de ter sido cinegrafista da TV Diário. Mas foi numa agência de propaganda que descobriu o amor pela fotografia. Ainda adolescente, finalzinho dos anos 70, trabalhava no laboratório da MPM no Rio de Janeiro. Por lá,  ficou 10 anos.

E é este mais ou menos o tempo que o conheço mais de perto. Gente boa demais, dispara sorrisos fáceis e sinceros. Outro dia tive que controlar minha inveja ao vê-lo faceiro, língua de fora, brincando feito criança pelas ruas de Paris com Janaína Taillade, a sobrinha torta, que é sua mulher. Como o amor não tira férias, o moço fez o que mais sabe fazer: fotografou a Cidade Luz!

Agora recebo email contando da iniciativa, sem êxito, de tentar fazer uma exposição com o que trouxe. Mesmo sendo 2009 o Ano da França no Brasil, não conseguiu patrocínio para ir adiante. Pois sabe o que mais? Felipe resolveu compartilhar o que registrou, enviando parte das fotos para uma lista de conhecidos, com o pedido de que fossem repassadas a outros. Feito!

Não só encaminhei como divido aqui com você no MB umas poucas que selecionei. Imagine aí como foi difícil escolher entre as 113 que recebi! Bom, mas, além de convocar você para que replique as fotos, lembro que dar crédito é de lei. No mais, ganhamos todos, penso.

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Todas as imagens deste post são de Felipe Abud, fotógrafo free lancer

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Então é dia das mães

E o dia termina e nasce outra vez, como na musiquinha-chiclete de final de ano. Mas o que mesmo você fez, mãe? Teve filhos desejados, curtidos antes, frutos da vontade suprema de exercer a maternidade? Ou será que, de um susto, viu seu traçado de vida mudar? Pode sentir cada instante de crescimento de um novo ser no seu ventre ou dormiu e acordou com a imensa dor do parto?

No fundo, nem importa se uma ou outra. Ser mãe é isso e aquilo, é dia e noite, claro e escuro. É acordar para a vida e viver de sobressaltos. É emoção na ida e na volta – adrenalina sempre! É entrega cotidiana sem reservas. Ser mãe é apostar na incerteza. É reconhecer a dureza da lida e nem por isso achar que pode desistir. Mas é sobretudo a infinita certeza de que o amor pelos filhos existe em si, sem pedir ou exigir retornos.

De minha parte, tenho tentado ser menos a mãe por trás da acepção da palavra. Desde sempre quis ser não só a mulher que teve filhos. Cultivo a possibilidade de uma relação de troca de experimentações, de partilha. Sinto-me viva em cada conquista ou frustração vivida pelas crias que dei à luz. Mas nessa caminhada nem sempre consigo me fazer entender. Muito mais me esqueço de ver neles um mundo novo todos os dias. Contraditório assim, como são as tentativas de acertar alvos em meio a tantos percalços. E não esqueço que sou livre para amá-los e respeitá-los sem que isso implique em culpas ou amarras. Nossos vôos nos chamam.

Sou uma filha da mãe

Família
Na minha infância era um tanto difícil o registro fotográfico. Não havia dinheiro para necessidades básicas quem dirá para “luxos”. São pouquíssimas as fotografias da família. E mesmo as que foram feitas se perderam pela ação do tempo e das malinações de menino buchudo. Éramos tantos! Somos ainda.

Essa foto que divido com você é uma de que gosto muitíssimo. Estamos, os cinco primeiros de uma penca de sete filhos, meu tio Craço e minha mãe [meu pai estava sempre no trabalho], no terreno onde ainda hoje moram meus pais. Não havia a casa ainda. Era o ano de 1969. Talvez 1970, não tenho certeza. Lembro bem do vestido vermelho de poá branco e fita de entremeio na cintura. Minha mãe tinha o hábito odiável de nos vestir a mim e minha irmã mais velha, a pequenininha do lado, com roupas iguais. Mas o que gosto mais na foto é a intimidade com que minha mãe repousa a mão sobre minha cabeça. Tão distantes e diferentes fomos por anos sem fim. Fortes e intransigentes, nos perdemos tantas vezes. Quantas vezes testei sua capacidade de me guiar! Nem sabia mas aprendi lições para a vida toda com isso.

O primeiro filho a gente nunca esquece

O primeiro filho a gente não esquece Tinha 19 anos quando engravidei. A paixão pelo menino de apenas 16 anos foi mais forte que os planos da adolescente segura, cheia de si, estudante de arquitetura, futuro desenhado para ser urbanista, livre com suas convicções dentre elas a de não ter filhos.

A gravidez escondida por medo da rejeição transformou aqueles dias em momentos de dores, mas também de muitas delícias. Tempo de descobertas arrebatadoras. Descobri que crescer assusta e faz criar coragem. Um filho pode fazer isso. Gabriel veio talvez com essa missão. Meu anjo de olhos negros, que eu quis que viesse ao mundo sorrindo, me deu vida nova ao tornar-se pai.

Salve, Antônio dos meus dias felizes

Salve, Antônio dos meus dias felizes
Tinha 31 anos, um filho de 11 e um segundo casamento feliz quando Pedro bateu à nossa porta. Tarefa aceita com muita serenidade. Nunca estive tão bem: amada, respeitada, feliz no trabalho, plena. O menino que nos fez recomeçar, chegou sem saber que era presente divino, semente de um amor tamanho que rompe fronteiras de tempo e espaço rumo à luz.

Na vivência cotidiana me traz suavidade  e gentileza, que me fazem sentir menina no seu colo de homem de 13 anos e coração maduro. Por vezes rude e imediatista, me joga de volta às incertezas e à necessidade de aprender sempre.

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Um cabra em Budapeste

Zerosa, grandessíssimo, Filho enviou fotos das suas andanças com a Seleção Brasileira de Futsal. Dessa vez, foi bem aí, até a Hungria, registrar a vitória da super equipe no Torneio da Hungria.

Ponte_Szechenyi-Budapeste

Ponte Szechenyi - um dos principais símbolos da cidade

ZeRosa-Parlamento-de-Budapeste

Zé quase que encobre os detalhes neo-góticos do suntuoso Parlamento da Hungria

Selecao_Futsal-passeio-no-Danubio

Equipe campeã em momento "passeio pelo Danúbio"

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DEZ, nota 10

Para a primeira foto oficial de Michelle Obama.

michelle-obama_foto-reuters

Bem vestida, elegante, simples e moderninha [expressão antiquada, não?]. Bem dizer uma Jackie Kennedy do século XXI. Era a intenção?

O crédito da imagem é da Reuters, via G1.

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SOS Lindsay Lohan

Não acompanho de perto a história dessa moça, mas o nível de exposição chega a ser comovente. Vi, através do Terra, os apelos do pai dela, Michael Lohan, no Twitter. Fui até o que parece ser a página dele e selecionei duas frases, escritas entre ontem e hoje:

“how far would u go to saved a loved one whos in obvious need of help?”
“my daughter needs help. please, reach out to her it saddens ALl of us. godbless”

Impossível não pensar que poderia ser minha filha, que este poderia ser um problema meu, com meus filhos. Torço para que ela fique bem.

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Da série “a gente já sabia”

Um estudo feito nos Estados Unidos liga músicas de conteúdo vulgar, as chamadas de duplo sentido, com atividade sexual mais intensa entre jovens de 13 a 18 anos.

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A moça nua da capa

lovecover Nua e cheia de dobrinhas e curvinhas e gordurinhas. Não tinha ouvido falar de Beth Ditto até vê-la assim, nuíssima, na capa da revista LOVE, que chega às bancas da Grã-Bretanha nesta quinta-feira, segundo o site da BBC Brasil. A-do-rei! É óbvio que qualquer criança nerd de dois anos sabe que aí também há muito de retoques e tal, mas chega da mentira que são as modeletes magricelas, das celebridades torneadas à custa sabe-se lá do quê, das “musas” magras e inatingíveis, do sonho distante dos quilos a menos, da barriga tanquinho… e de todo o blábláblá que a indústria da moda & companhia tenta nos vender. Chega de capas povoadas por meninas esquálidas. E viva as banhazinhas nossas de todos os dias, companheiras!

Beth Ditto é vocalista da banda The Gossip, nasceu no Arkansas, EUA, já brigou com meio mundo por não encontrar roupa no seu tamanho, é lésbica do tipo ativista e já posou nua antes na capa de uma outra revista.

Veja e ouça, aqui.

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Vou comprar a Playboy com a Cláudia Ohana

Já vi boa parte das fotos, mas decidi que quero folhear a revista. A última que comprei trazia a Vera Fisher na capa e na época lembro que estava mais interessada na entrevista com o Eduardo Bueno que nas fotos propriamente. Pois agora quero ver cada detalhe do ensaio com La Ohana, feito em plena caatinga. E nem estou me referindo à depilação coisíssima nenhuma: quero mais é corujar o responsável pela bela produção de arte.

Com mais de 15 filmes de longa e curta metragem no currículo, entre eles “Onde anda você”, “As Tentações do Irmão Sebastião” e “Bezerra de Menezes: o Diário de um Espirito”, Fabinho Vasconcelos assina ainda trabalhos premiados em teatro como o espetáculo “Conversa de Lavadeira”, da Trupe Caba de Chegar, que participou do Festival Palco Giratório e esteve recentemente no I Festival de Teatro Lusófono, além de eventos como o Festival dos Inhamuns.

Para essa tarefa, digamos, inusitada, Fabinho diz que inicialmente fez a pesquisa de arte baseado na idéia original do ensaio, que era a de fotos utilizando figurinos e materiais usados em números com malabares, contorcionismo, com fogo e tal. Tudo em cenários de camarins de artistas circenses. Para isso localizou circos mambembes no Ceará. Mas acontece que o roteiro mudou e ele então ficou responsável pela produção de arte dos objetos, móveis e cenários da fazenda, em Caridade, onde foram feitas as fotos que já estão nas bancas.

Achei tudo lindo, irmão!

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Feminicídio

A palavra, a princípio, soa estranha. Principalmente se há o ranço da exacerbação de pensamentos do feminismo que por vezes afastou pessoas e as colocou em lados opostos. Não é a intenção.

Recebi agora um texto da socióloga Maria Dolores de Brito Mota, intitulado “Feminicídio ao vivo – o que nos clama Eloá”. Algo para ser lido, discutido, pensado em conjunto. Reproduzo aqui alguns trechos. Quem quiser ler na íntegra, é só mandar e-mail.

“Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de Eloá, em suas cem horas de suplício em cadeia nacional, não pode ser visto apenas como resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de uma intensa ou incontrolada paixão. É uma expressão perversa de um tipo de dominação masculina ainda fortemente cravada na cultura brasileira.

… O assassino, durante 100 horas manteve Eloá e uma amiga em cárcere privado, bateu na vitima, acusou, expôs, coagiu e por fim martirizou o seu corpo com um tiro na virilha, local de representação da identidade sexual, e na cabeça, local de representação da identidade individual. Um crime onde não apenas a vida de um corpo foi assassinada, mas o significado que carrega – o feminino. Um crime do patriarcado que se sustenta no controle do corpo, da vontade e da capacidade punitiva sobre as mulheres pelos homens. O feminicídio é um crime de ódio, realizado sempre com crueldade, como o “extremo de um continuum de terror anti-feminino”, incluindo várias formas de violência como sofreu Eloá, xingamentos, desconfiança, acusações, agressões físicas, até alcançar o nível da morte pública. O que o seu assassino quis mostrar a todas/os nós? Que como homem tinha o controle do corpo de Eloá e que como homem lhe era superior?

… em 2007, 116 mulheres foram vítimas de assassinato no Ceará; em 2006, 135 casos foram registrados; em 2005, 118 mortes e em 2004, mais 105 casos…

… É preciso que toda a sociedade se mobilize para desmontar os valores e as práticas que sustentam essa dominação masculina, transformando mentalidades, desmontando as estruturas profundas que persistem no imaginário social apesar das mudanças que já praticamos na realidade cotidiana. O comandante da ação policial de resgate de Eloá declarou que não atirou no agressor por se tratar de “um jovem em crise amorosa”, num reconhecimento ao seu sofrer. E o sofrer de Eloá? Por que não foi compreendida empaticamente a sua angústia e sua vontade (e direito) de ser livremente feliz?”

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Brasil em dois momentos no El País

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