Mulher de fases

12 Agosto 2008, por Maísa Vasconcelos

Dia desses encontrei o eterno cunhado Ricardo Guilherme e ouvi dele frases que grudaram no meu juízo. Ele falava do sentimento de quem se olha e se vê velho e ranzinza, independente da quantidade de anos nos couros. Não tanto pela idade cronológica, ando assim, sem ânimo para muitas coisinhas, sem ênfase.

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Del Rey

13 Julho 2008, por Maísa Vasconcelos

Há tempos não ia a shows de música em Fortaleza. Não tanto pela oferta, mais pelo cansaço de tentar encontrar pontos positivos nos lugares que disponibilizam esse tipo de lazer na cidade. Na maioria deles, o som é bem ruim, não há nenhuma preocupação em oferecer o mínimo de conforto para o público, quase sempre a lotação é maior que o desejado, tudo começa muito tarde, o serviço é nota zero, os preços cobrados são uma piada de mal gosto e mais um sem fim de motivos que só desestimulam qualquer vivente menos rigoroso que eu. Acontece que, por vezes, minhas qualidades superam meus defeitos e resolvi deixar a Maísa curiosa sair da toca. Carona de ida e volta combinada pra evitar cadeia, multa e amolação, meti-me numa calça jeans, camiseta e tênis e lá fui com o Emílio no rumo do Futuro.

Menino, não é que foi um deleite o show da banda Del Rey, na Biruta! Pois é, haja concessão, né? Barraca de praia, leia-se espaço público sendo privatizado, bem dizer um paraíso para pedófilos, areia e tal. Fato é que os meninos da banda conquistam até os mais exigentes fãs de RC. O repertório é justamente o da fase mais bacana do Rei. Nada há nada de muito mirabolante nos arranjos que eles fazem, no entanto conseguem atualizar sucessos quarentões. Musicalidade atualíssima. Achei lindo ver aquela meninada cantar do começo ao fim do show músicas como “Se você pensa“, “Eu te amo” e “Ciúme de você“. A banda se mostra coesa no palco, mas sem dúvida, a performance do vocalista China e a “regência” do tecladista Chiquinho Moreira são o que há de melhor. Valeu a pena.

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Eu não mereço

9 Julho 2008, por Maísa Vasconcelos

Talvez devido ao período das férias,  a quantidade de mensagens que recebo pelo celular tem aumentado de forma chateante. É leilão disso e daquilo, promoções que não me atraem mesmo, ofertas “especiais” que não me interessam e até essa provocação: “Pq mereco assistir Oswaldo Montenegro…”. Mas é nunca que eu vou!

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Exemplo

6 Julho 2008, por Maísa Vasconcelos

Se tem uma coisa que me deixa molinha de felicidade é ver que, de alguma forma, consegui influenciar alguém positivamente. Pela ausência dos últimos tempos nós sabemos que não sou lá um exemplo de blogueira para se seguir, mas quando um menino de 15 anos decide fazer seu próprio blog depois de dar umas espiadas por aqui, tenho mais é que propagar isso. Olha que lindo! O Rômulo virou personagem de matéria do Zona Ciber no DN deste sábado. Já falei dele aqui no MB, lembra? Estou feliz, por ele e por mim.

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Cansaço

30 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Alguém anda aumentando a rotação dos relógios a minha volta, só pode. Ou então a quantidade de afazeres está acima das possibilidades humaníssimas desta pessoa. A semana mal começou e a sensação de tempo transcorrido é tal que parece que já corri por uma quinzena inteira. Pior é que nem é só comigo.

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Preocupações reais

28 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Coisas de “finais d’água”, nos últimos dias tenho mirado a parede com o chaboque arrancado sem a mínima coragem para encarar a batalha dos consertos domésticos. E nem é só pela grana, que tem que ser elaaástica a cada reforminha. Ah, a chatice de administrar as diárias de pedreiros, pintores e companhia! Nessas horas tenho vontade de descartar a casa, não vou nem mentir. Mas lendo isso sou obrigada a fazer mais um esforço e chamar a Poliana que há em mim.

Pois é, falta de assunto é coisa séria ;)

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Eu mereço

24 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Eis a munição, meninos e meninas! Fiquem à vontade. Afinal, tanta ausência merece perdão?

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Brontofobia

6 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

É a aversão extrema a raios e trovões, também. Não fosse o fato de que não tenho nenhum problema com os demais itens, como astros e estrelas, e diria que faço parte da lista dos que têm essa fobia. Em bom cearensês, escapei fedendo!

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Eu também vou

4 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Tal como o Luiz Carlos de Carvalho, “vou-me embora pr’Aquiraz“. Diz ele que a prefeita Ritelza Cabral resolveu decretar feriado justo no dia 12 de junho! Dia do quê mesmo, hein? Dos Namorados! E ainda vai dar mais uma mãozinha pros amantes adiantando a primeira parcela do 13º salário. Para ficar sensacional, só falta… o namorado :(

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Só por hoje

2 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Ainda lembro da minha primeira vez. Como a maioria das moças adolescentes da minha idade, buscava afirmação em tudo enquanto. Julgava poder ter o mundo aos meus pés, e, portanto, não me impunha limites na busca pelos prazeres que a vida oferecia. E assim fui seduzida. A promessa de prazer, estampada nas revistas e na TV, enfim se apresentava como uma real aproximação do mundo dos adultos. No começo foi tudo muito rápido, às escondidas… E acredite: já se vão 24 anos de uma relação de amor e ódio, desde os primeiros tragos.

Por mais que o fogo do inferno esteja logo ali a me esperar, mas também crente que assumir pode me livrar de parte da pena, eu confesso: foi amor ao primeiro trago. Sempre gostei de fumar. Sempre achei que nós, eu e o cigarro, combinamos. Relaxante, prazeroso, elegância, segurança: palavras com as quais me identificava ao fumar. Via-me le beau français, por entre mesas de um café litteráire, cigarro sem filtro na mão. Tão sexy, glamurosa e arrebatadora como só eu gostaria de ser.

Não me culpo por ter sido presa fácil. Também não aceito a pecha de coitadinha. Vivíamos um tempo de busca pela “fórmula do sucesso”, de curtir o melhor da vida. Apenas um paradoxo? Em todos os tempos, e para todos os tipos de carências, as formas de convencimento passam por armadilhas quase perfeitas. Os que “precisam”, depois é se rebolar para assumir danos certos.

Em qualquer situação, perceber o mal de uma “escolha” é talvez a parte mais difícil. No caso do tabagismo, não considero que seja exatamente uma opção o que nos leva ao vício infame, que nos consome não só enquanto perdura, mas também depois e todos os dias. Está comprovado que há substâncias que se encarregam de nos transformar em subordinados. Seres pequenos com enormes vazios escondidos. Imperfeições que tentamos camuflar com isso ou aquilo. Muletas para deficiências sensoriais, quem sabe.

Não recordo quantas foram as tentativas de me afastar. Se de uma vez foi pela repugnância ao cheiro, por outra foi aquela gastrite doída demais que pesou mais na balança. Pior foi daquela em que vi o grande amor se ir, sem tempo para um “até logo!”. Na parada do coração do homem que escolhi para viver uma vida inteira de desafios e certezas, a prova do mal cotidiano que nos causamos. Mesmo assim não deu. Que força é essa que aprisiona dessa forma? Até consegui me impor limites. Contabilizei cada vitória, que eu mereço um carinho. Houve mesmo um tempo em que parei para tentar ser amada sem restrições. Quase! Estou mais uma vez de um dos lados do contador. Completo hoje 90 dias, algumas horas e outros tantos minutos sem nicotina no cérebro. Dê-me os parabéns, por favor! E nem de longe tente exigir de mim mais do que posso dar ou sentir.

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Eu quero o TSE fiscalizando o meu Orkut

13 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos

Quem sabe assim me livro de malas que já começam a se manifestar com sua propagandazinha irritantemente fora de época. Não que seja favorável a essa medida antiquada e descabida nos dias de avanço tecnológico em que vivemos. Mas, sinceramente, independentemente do TSE estar vivendo na Idade da Internet Lascada, preciso de bem mais do que as minhas próprias mãos contra eles. Leia o scrap e se compadeça de mim mesma:

opa td bem, toh me candidatando a vereador de Fortaleza esse ano e gostaria muitu do seu apoio, tenhu algumas propostas no meu orkut, mais gostaria da oportunidade de nos conhecermos melhor, me add… abrçs! fica com Deus!!!!!

Bem dizer dizer uma candidatura miguxa! Digaí se eu mereço! Não tem Ser Superior que consiga interceder: lixeira, isso sim.

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Pensamentos desconectados

11 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos

  • Já quis não ser…
  • O crime compensa a sanha dos vaidosos e dos gananciosos…
  • Ah, coragem para “empretar” de vez, que nem ele!
  • Vovozinha é a mãe!
  • E ainda tem quem varra calçada…
  • Caco Barcellos, aí vou eu!
  • Saudade não se mede com relógio…
  • Blogaria, se…

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Audiência

9 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos

Já se vão quase seis meses desde que mudamos, eu e você, de mala e cuia para o MB. Você deve ter percebido que este é um espaço um tanto anárquico, sem foco mesmo. Pra variar, sem muito arrodeio, mas sem querer fazer biquinho, não tenho estado aqui tanto quanto gostaria. É que o mundinho lá fora tem garras firmes. E, quer saber? Soubesse a minha mãe do quanto ando desligada no trato com as visitas, puxaria minhas orelhas como fez num passado bem pracolá.

Coincidentemente, às vésperas do dia Dela, me ocorre que seria justíssimo querer saber mais sobre sua pessoa. Pois é, quando não há um mecanismo, digamos, mais profissional, o jeito é apelar para coisinhas domésticas como essa. Paciência aê, que ainda vou conseguir um plugin de estatísticas decente pra nós.

Então, só pra me ajudar, conte-me tudo, não me esconda nada! Como você chegou aqui? De onde veio e quais os seus interesses? Sua visita é do tipo VV (vem e volta)? Já estivemos juntos na blogosfera? Enfim. Solte a franga! Esculhambe, se for o caso. Mas sem excessos, que EU TENHO A FORÇAAAAA! Falo dos comentários moderados, Beibe ;)

E, só para dar um start, publico essa fotinha que o Rômulo Almeida fez. Olha que fofo! Ele tem 15 anos, mora em Fortaleza, e diz que todos os dias dá uma espiadinha no blog e que curte os assuntos abordados. Também me acompanha no programa da TV Jangadeiro e no Orkut. Bacana isso!

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Fresca, eu?!

14 Abril 2008, por Maísa Vasconcelos

Qual é o produto com o qual você não aceita gastar mais que o estritamente necessário?” O Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa, deixou essa perguntinha, aparentemente simples de responder, no ar. E o que ele chamou de “meme idiota” acabou por me fazer pensar horrores sobre os meus hábitos de consumo.

Concluí que, de certa forma, sou conservadora em relação a alguns produtos e marcas. Não que não possa abrir mão disso, claro, também gosto de experimentar vez em quando. No cotidiano apertado, tento conciliar necessidades com possibilidades reais de satisfação dos meus desejos. Por outro lado, não sou chegada a grifes. Aliás, etiquetas, por dentro ou por fora da roupa, me dão coceira. E tem mais: não me entrego fácil aos apelos do tipo “não tem preço”. Tá bom, confesso que acabo cometendo alguns excessos. Mas nada que me tire o sono, como muitos que ficam com as finanças no vermelho. Também sou consumidora pé no chão, do tipo que compra quando os recursos para pagar estão ali na carteira, escutando a conversa.

Quanto à pergunta do “meme idiota“, pode ir tirando o cavalinho pão-duro da chuva, que não autorizo seu ninguém a me  pedir para abrir mão do meu papel higiênico metido a besta. Nem do sabão em pó. Muito menos do absorvente ou do meu cereal favorito. E o leite de soja que só gosto daquele? E olhe que nem falo só por mim. Acredite: a Chun Li, a gata SRD mais antigona que conheço, só come aquela ração. Aff! Pois é, deu para perceber que não troco essas coisinhas por outras que custam mais barato só por custarem mais barato? Tem que ter qualidade agregada ao preço e tal. Mas há alguns itens que pego do mais baratinho. Como tenho que citar apenas um, escolho toalhas de papel para usar na cozinha.

E você? Qual a compra que, definitivamente, só pelo preço mais baixo?

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Meme da entrevista

24 Março 2008, por Maísa Vasconcelos

microfone.jpgPor que não? Segundona, a pessoa com aquela preguiça de pensar muito… Um meme que ninguém é de ferro, senhoras e senhores! E este foi inspirado pelo Sampson. Já vou adiantando que há nas próximas linhas revelações bombásticas. Digo mais: nunca na história deste blog fui tão sincera, meus queridos. Poderia até ter escolhido um título bem legenda de programa da Sônia Abrão como um “Maísa conta tudo“. Mas, prossiga!

1- Por que resolveu criar o blog?
Para ter um blog pra chamar de meu. Meio egoísta isso, não? Era janeiro de 2002 quando publiquei meu primeiro post no El Blog de Los 3 Amigos. Nem sabia o que estava fazendo, apenas queria deixar de ser a anta cibernética de então. Os dois amigos arribaram e achei que estava bem grandinha para ter medo de ficar sola.

2- O que te dá mais prazer em blogar?
Na verdade, gosto do que vem antes do ato de blogar propriamente dito, do momento que em que surge a deixa pro texto ou a foto quem sabe. Aquilo que surge como possível post, o nascedouro. E, ao contrário do que li em outras entrevistas, sinto uma enorme satisfação (sim, porque prazer mesmo só se usa para sexo, meu bem) em ligar o notebook, abrir a página, teclar, revisar, publicar, ler de novo. Feito tuuuudo isso é que vou pensar no retorno do leitor. Sou ou não uma blogueira fadada ao insucesso?

3- Indique um blog bom e um blog que você não gosta (essa vai ser difícil) e porque.
Um bom blog: Mais de um você vai encontrar na milha lista aí do lado. Estão aqui para que não os perca de vista. Não me acostumei ainda com os “ledores” de conteúdo. Se você não é do tipo que lê apenas as beiradas do texto, já percebeu que gosto de rituais como abrir o link, esperar carregar, ver o que deixa de entrar, as cores, a posição disso ou daquilo na página…

Um blog que eu não gosto: Todos os que não dizem absolutamente nada, montados exclusivamente para servir de pegadinha. Pior é que são muitos. E haja texto de analfa que mais parecem patchwork feito de letrinhas.

4- Qual tipo de música, e quais suas bandas favoritas?
Hum, esse meme tá estranho. Olha a seqüência de perguntas nada a ver! Tudo bem. Gosto de música. Ponto. Tem um barulhinho, uma paradinha, mais um barulhinho e mais uma paradinha? Eu escuto. Mas não aumente demais o volume que aí não vai dar. Nem muito menos me peça para gostar de ouvir a música que você quer ouvir no bar lá da esquina na hora que você quer. Se for música na Hilux do fulano que resolveu abrir o porta-malas, aí arruinou de vez!

5- Qual o assunto que você mais gosta de postar?
O que me toca, emociona, desperta interesse, curiosidade. Aí pode ser algo que vivi, li, ouvi.

6- Seaquinevasseceusavaesqui?
Usavasesquieusavacasacoeluvas. E olha que demorei bem uns dez minutos para ler isso! Sou lenta messss.

7- Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?
Já fui casada, solteira, separada, enrolada, viúva e outros. Chutada nunca. Hoje estou feliz comigo mesma. Mas se rolar de amar, aí vai ser lindo! Curriculuuuuuuuuum nos comentários, por favor ;)

8- Por que você deu este nome ao seu blog?
Volte ao topo, para a questão de número um. Pois é, acho que o nome escolhido tem tudo a ver com essa atitude individualista oportuna de ter meu próprio blog, pessoal e intransferível com o meu próprio nome.

9- Qual foi o ultimo blog que você visitou?
A pessoa querendo link faz de tudo, hein? Foi o do camarada Sampson, justamente pelo mesmíssimo motivo que ele foi lá no Teobaldo HP.

10- Porque resolveu participar deste meme?
Porque, embora seja realmente lenta para entender do gráfico lá do Analytics, dei uma pescada lá e vi que postar sobre memes dá o maior ibope, ó. Vou nem mentir, pra morrer sem page views!

Ah! Ia esquecendo : experimente responder também! Sua vida nunca mais será a mesma. E, se quiser, deixe a URL nos comentários que eu mando daqui. Afinal isso é ou não uma corrente?

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