8 Julho 2008, por Maísa Vasconcelos
Achou incômodo o título? Pois eu convido você a fazer um exercício de abstração.
É final de expediente e você revisa o dia, crente que nos próximos quinze minutos vai poder se espatifar no sofá puído do seu lar doce lar, não sem antes ter tomado aquele banho morninho e revigorante, claro. Eis que, de repente, a geladeira cruelmente vazia surge num flash. Pois agora se imagine no supermercado. Por entre folhas e frutas e legumes, você se vira para pegar duas ou três maçãs e esbarra com alguém. É uma mulher cuja idade você não consegue supor. Como os tímidos, ela guarda as mãos por detrás do corpo magro. O rosto amarelecido e esquálido lhe pede atenção. Ela precisa de “ajuda” e, para demonstrar o quanto, exibe mãos aleijadas, cotos ensangüentados de uma aspereza que impede um desvio de olhar salvador. Num milionésimo de segundo está registrada aquela imagem. É inevitável a ânsia de vômito. Daí por diante é uma confusão de sentimentos que lhe impedem de continuar ouvindo a súplica de quem traz consigo uma marca milenar. E ela desfila ali, infeliz, por entre folhas e frutas e legumes fresquinhos.
Se você sabe como lidar com esses sentimentos, diga-me como. Estou confusa até agora.
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2 Julho 2008, por Maísa Vasconcelos
O grande impasse na história toda é não se saber quem é o vice da Luizianne? E alguém aí sabe quem são os vices dos outros candidatos? E depois que se souber vai fazer alguma diferença? Melhor guardar energias para daqui um tempinho, período em que, tal e qual no folhetim do João Emanuel Carneiro, a questão será decidir sobre quem é A Favorita.
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30 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos
A bandeirinha fincada aí do lado por conta da Parada Pela Diversidade Sexual do Ceará me agradou tanto que decidi deixar por mais um tempo. Aliás, mais uma vez não fui. Tenho preguiça de multidão, principalmente quando no meio dessa multidão há espertinhos prontos para estragar a festa dos outros.
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6 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos
Ali pelo final dos anos de 1970 e começo da década de 1980 uma conversa que chamava atenção nas rodas era a possibilidade da máquina, leia-se o computador, tomar o lugar do homem.O tema foi tratado até o desgaste. Hoje, sentindo na pele os efeitos da pane em todo o sistema elétrico da TV, causada pela tempestade de raios que caiu sobre Fortaleza na madrugada dessa sexta-feira, me ocorreu que precisamos tratar de arranjar alternativas para a nossa dependência dessas máquinas. Imagine uma redação de uma emissora de TV funcionando sem computadores. Parece incrível que há bem pouco tempo era assim: nada de internet. No estúdio, nada de teleprompter. Atualmente seria bem difícil, claro. Lembro que há alguns poucos anos, diante de um problema parecido com o de hoje, tivemos que usar uma máquina de escrever que tinha ficado por ali, largada. Hoje nem isso tinha. Para botar no ar o Na Boca do Povo tivemos que voltar ao tempo da televisão feita à mão.
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4 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos
Tal como o Luiz Carlos de Carvalho, “vou-me embora pr’Aquiraz“. Diz ele que a prefeita Ritelza Cabral resolveu decretar feriado justo no dia 12 de junho! Dia do quê mesmo, hein? Dos Namorados! E ainda vai dar mais uma mãozinha pros amantes adiantando a primeira parcela do 13º salário. Para ficar sensacional, só falta… o namorado 
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17 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos
Proponho um exercício simples como aqueles que a Tia Zilah, a mesma que me ensinou o beabá, me passava na volta para casa. Basta olhar as figurinhas e escrever um pequeno texto dissertando sobre o tema “Dengue”. Número de linhas à sua escolha. Viu como a Tia Maísa é boazinha?

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15 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos
A guerra pelo controle de territórios públicos está se complicando em Fortaleza. O segundo caso de assassinato de um “flanelinha” por outro, num intervalo de apenas um mês, é a luz vermelha que faltava. Chega de tapar o sol com a peneira, de achar que ali estão trabalhadores sem chance de colocação no mercado de trabalho ou coitados em busca de saciar a fome. A verdade é que há gangues de estelionatários, cobrando pedágios de quem já esvaziou bolsos pagando impostos. Na maioria das vezes, “limpadores” de vidros e “guardadores” de carros representam uma ameaça aos motoristas, que lhes dão dinheiro por medo de represálias.
Há cerca de dois anos, estudantes de jornalismo da FIC - Faculdade Integrada do Ceará, mostraram em um trabalho de conclusão de curso, intitulado “Os Donos da Rua”, essa mesma realidade. Na vídeo-reportagem feita por Gilda Luz, Alysson Oliveira e Ribamar Bezerra há depoimentos contundentes que mostram o loteamento dos quarteirões da capital. Tudo às claras, com a conivência do poder público e até com a participação de alguns desses agentes. Num dos trechos, o repórter-estudante Alysson Oliveira é agredido brutalmente ao tentar passar por um “flanelinha” que resolve mudar de ponto. Foi exatamente esse o motivo do crime de ontem.
E onde estão os que deveriam preservar a ordem pública, a lei?
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9 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos

Avenida Santos Dumont, às 7h30min
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7 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos
Uma certa Clínica São Pedro anuncia na rádio-relógio um tratamento a laser para os querem se livrar de pêlos indesejados. Aí, a moça da locução diz: “sem sofrimento, sem PERCA de tempo”… Toim oim oim
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6 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos
Só para descontrair no começo da conversa, cante comigo como se fosse a musiquinha do elefante:
Um ônibus parado incomoda muita gente; dois ônibus parados incomodam, incomodam muito mais. Três õnibus parados incomodam muita gente; TODOS os ônibus parados incomodam muito mais.
Chega!
Greve de motorista de ônibus é o tipo de movimento difícil de gerar um sentimento de adesão por parte de quem está de fora. Ainda mais se acontece como a que deixou Fortaleza confusa e a pé durante o dia de hoje. Imagine-se dentro de um coletivo, a poucos metros do seu destino. De repente, o motorista pára num lugar ermo e manda todo mundo descer. Pois isso aconteceu hoje com muitos dos passageiros que utilizavam o transporte coletivo na cidade. Sem aviso à população, motoristas fizeram uma paralisação no serviço, que acabou interferindo no dia de quem depende excluisvamente desse meio de transporte. Os Terminais fechados, com ônibus parados do lado de fora em fila dupla em muitos casos, causaram uma confusão como há muito não se via em Fortaleza.
A pergunta é: a categoraia pode parar completamente o transporte coletivo ou teria que manter um mínimo de veículos trafegando?
Aliás, tem outra perguntinha besta: A manifestação que acontecia por volta das 18h na Praça Portugal tem algo a ver com essa greve? Se tem, prepare-se para muita baixaria durante a campanha eleitoral que se aproxima.
Escrevi Depois: Justamente num dia de muita gente exposta ao perigo dos assaltos, caminhando pelas ruas, o Ronda do Quarteirão sumiu. Digo isso depois de cruzar toda a cidade, por corredores importantes, desde o Papicu até o Bom Jardim. No trajeto, vi apenas duas viaturas, uma parada no aeroporto e outra trafegando na Parangaba. Policial vigiando o patrimônio que nós construímos todos os dias, quase nenhum.
E mais: O que houve com os topiqueiros? Quando se pensaou que eles estariam prontos para cobrir a falta dos ônibus, eles também sumiram. O que está acontecendo? Dicas nos comentários, por favor!
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3 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos

Para quem está acostumada a temperaturas mais quentes, acordar perto do meio-dia com um friozinho é até de estranhar. Se o dia continuar assim, hoje o programa vai ser chocolate quente à noitinha. Topas? E se a previsão astrológica não falhar rola até um cobertor de orelha.
Fonte: Previsão e imagem - CPTEC / INPE
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2 Maio 2008, por Maísa Vasconcelos
Ah, o economês! Há no termo aí do título uma forte dose de politiquês também, claro, que é pra tudo se complicar ainda mais. O certo é que essa história toda de uma nova cara do Brasil perante os investidores estrangeiros não me agrada de imediato. Na minha “inguinorança”, nem precisamos de “opiniões” de sisudos senhores de terno lá dos cafundós, dessa tal de Standard & Poors, se isso vier junto com um aumento do arroz, do feijão, da gasolina. Dizendo melhor, da inflação. Ui! Bate na madeira três vezes! Vá entender.
E a frase do Delfim Neto, ouvida hoje cedinho no Jornal da Manhã da Joven Pan, fica se repetindo em looping aqui no juízo:
“O Brasil é o último peru com farofa, fora do Dia de Ação de Graças”…
“O Brasil é o último peru com farofa, fora do Dia de Ação de Graças”…
“O Brasil é o último peru com farofa, fora do Dia de Ação de Graças”…
Alguém aí me ajuda a entender melhor o que o sinistro quis dizer, por favor!
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22 Abril 2008, por Maísa Vasconcelos
Já estava aqui ensaiando uma vaia pra história de que “Não há gays no futebol” quando dei de cara com a enquete de hoje do Diário do Nordeste. Fui lá votar muito mais para ver que resultado parcial sairia. Não deu outra!

Indo à página você vai ver que não há sequer um texto que esclareça sobre a iniciativa da Embratur. Louvável, diga-se. Se a Parada do Orgulho Gay de São Paulo é a maior do mundo, qual o problema de se querer atrair mais visitantes? E se fosse um site para chamar para uma celebração como a de ontem, com o Padre Marcelo?
Visite o site: Loveland
Escrevi Depois: Aqui demorou por demais para carregar. É um tanto meigo demais, viu. E nem de longe se parece com a realidade menos colorida dos assassinatos e perseguições a gays, lésbicas e todos que ousem ser diferentes do que reina nessa sociedade que se diz sem preconceito.
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21 Abril 2008, por Maísa Vasconcelos

Dias difíceis esses que estamos vivendo! Na TV a trajédia tragédia vem servida em capítulos. Do lado de cá da vidinha mais do que real, um mosquito nos tira o sono. Ou pelo menos deveria ser assim, no plural. Quero crer que a notícia da morte do guitarrista Rodrigo Gondim, provavelmente por complicações da dengue, nesse momento entristece e preocupa mais do que somente a mim e a seus familiares e amigos.
Se por um lado é assustador ver que já se vão mais de 20 anos da presença da doença entre nós, sem que governos sucessivos tenham tomado medidas eficazes para a erradicação do mosquito Aedes aegypti, por outro é inexplicável a falta de conscientização por parte das próprias pessoas que vêem cada vez mais perto os efeitos de uma epidemia e se negam a reagir. Desde 1986, período dos primeiros casos notificados no Ceará, sofremos com surtos alternados, sendo mais graves até aqui os de 1994 e 2006. E o ano que está apenas no começo, o que nos reserva?
Ainda sob o efeito da febre e das dores fortes que me levaram ao hospital no final de semana, me vejo identificando sintomas outros que nem sei se são verdadeiros ou fruto do medo. Medo da morte que já me rondou pelo mesmíssimo motivo. Diante disso, qual laboratório está apto a me tranqüilizar?
Na semana passada, conversando com um especialista no assunto comentei, em tom de brincadeira, que se não fosse tão malvado esse mosquito mereceria minha profunda admiração. Qualquer um que leia mais sobre a capacidade de manutenção de sua espécie pensará o mesmo. Mais que o mosquito, só mesmo o vírus que o utiliza como vetor. Acha absurdo? Pois então, siga lendo algumas curiosidades que consegui listar sobre o Aedes aegypti.
A fêmea precisa de albumina para manter os ovos em condições de amadurecer e, por isso, só ela é que suga o sangue dos humanos. Já o macho é um típico vegetariano, pois se alimenta exclusivamente de seiva das plantas. Durante o tempo médio de vida, que é de aproximadamente 45 dias, ela pica cerca de 300 pessoas e põe em torno de 500 ovos. Os locais “escolhidos” por ela são prováveis pontos de acúmulo de água limpa. Veja bem: ela pode depositar ovos nas paredes de locais ou recipientes secos que serão preenchidos por água! Os ovos permanecem lá por até 400 dias até existirem condições ideais para eclodirem, tais como a subida da água prevista pela fêmea. Em seguida teremos a larva e depois… Tcharam! o mosquito. É ou não digno de aplausos? E, por favor, esqueçam o que lhes disseram sobre mosquitos da dengue só voarem durante o dia. Eu mesma já capturei uma fêmea aqui em minha casa voando toda fogosa bem depois desse toque de recolher ultrapassado.
Fonte: Wikipédia
Imagem: Recorte sobre material de campanha do Portal da Saúde
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20 Abril 2008, por Maísa Vasconcelos
“A doença entra às braçadas e sai às polegadas”. Nada mais certo nesses tempos de tantas viroses. Dor de cabeça, febre, náuseas, mais dor de cabeça…
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