Archive for category Comportamento

2009 e as “melancia”

Era uma vez um ano que tinha tudo para dar errado. Se marolinha ou tempestade, quem conseguiu remar o barco até aqui sabe que em alguns momentos nada deu certo mesmo. Mas a onda negativista lá do começo nem de longe se compara aos balanços que pipocam daqui e dali nesses últimos suspiros. Um dos setores que mais comemoram essa mudança é o da indústria automobolística: são quase três milhões de carros vendidos

IINDÚSTRIA AUTOMOBOLÍSTICA? Como assim? Esperaí, que não é assim não! Minhas suaves e sinceras desculpas, prezado leitor, mas, por mais que o calo me aperte se o tomate está caro, o MB nunca se propôs a ser um espaço para análises econômicas e afins. Nunca não. E depois, haja saco para tantas retrospectivas. Convenhamos, há quem faça isso muitíssimo melhor e sem tantos adjetivos e terminhos “condenáveis”, exaustivamente descritos nos manuais.

A verdade é que esse foi um intervalo de 365 dias de pouca conversa por aqui, de ausência mesmo. Fazer o quê se a vidinha lá fora trouxe um tom de prosa mais pesada? Além de termos tido bem dizer o nosso “bug” no condomínio do BlogueIsso! Blogs, quando um erro técnico nos obrigou a rearrumar a casa, a facilidade do Twitter nos aproximou em 140 caracteres.

Está certo que é clichê, mas é final de ano e eu ainda hei de conquistar o direito de poder fazer e dizer besteira, 2009 foi ano de muitos encontros e desencontros. Foi tempo de colher  no amor, na vida profissional, na família, com os amigos queridos. Mas também foram dias de levar bordoada, que aprendizado é coisa lenta. Jogando na balança de todo dia, saímos ganhando, penso. O suficiente para desejar dar passos mais firmes daqui por diante.

E, para fechar o post-sem-pé-nem-cabeça, pra não dizer que não falei de bunda e de mulher pelada [os grandes responsáveis pela vinda de muita gente besta até aqui], e ainda aproveitando que a Andressa Soares, a Melancia em pessoa, posou pela enésima vez para a Playboy neste 2009 já quase velho, me despeço do ano com uma frase ímpar, dita por uma bêbado lá do Recife, segundo conta um professor que tive:

É no andar da carroça que as melancia se ajeita.

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É hora do #freeemilio pra valer

So.li.da.ri.e.da.de s.f. 1 cooperação mútua entre duas ou mais pessoas 2 fig. interdenpendência 3 identidade de sentimentos, de ideias, de doutrinas

Um substantivo pode repousar na estante da vidinha real indefinidamente. Ou não. Embora haja tantos outros a nos distanciar do verbo, do olhar para o outro, chega uma hora em que é preciso a-ti-tu-de.

Acompanho desde o início o caso do Emílio Moreno, estudante de jornalismo processado devido a um comentário anônimo feito  no blog Liberdade Digital, do qual é editor. Penso que o desenrolar do processo poderia ter tido um final distinto do que teve, com a condenação de pagamento da quantia estratosférica de R$16mil. Mas discutir isso para quê? O que posso fazer é acreditar que há formas de continuarmos essa discussão.

Nos encontros entre um grupo de blogueiros-tuiteiros [Hélcio Brasileiro, Gabriel Ramalho, Glauber Uchoa, Emílio Moreno e eu própria], vimos que não podemos nos ater apenas a este caso. Há muito mais para ser conversado, entendido.

Na semana passada, demos um passo importante nesse sentido com a realização do debate em Fortaleza sobre o Marco Regulatório da Internet no Brasil. Somos atores de um processo em curso e precisamos trocar ideias, compartilhar dúvidas, ouvir, ouvir, falar, falar e falar exaustivamente se for necessário. As repercussões têm sido as melhores. Recebi email de gente que se inquietou e partiu para tentar entender mais sobre a questão; vi outros curiosos; ouvi comentários de quem não esteve lá, mas que de alguma forma quer levar o tema adiante. Há movimento por parte da imprensa… Bingo!

Por outro lado, Emílio continua com a dívida. É só dele? Talvez sim, talvez não. De minha parte, tomo-a para mim também. E faço até uma correção do que disse antes: ainda somos aprendizes de atores nesse espetáculo da comunicação eletrônica. Há muito o que aprender. Nem só de palavras, o Emílio precisa agora de grana para respirar aliviado. Bora contribuir? É só clicar aí no quadro :)

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De quem é o rosto que me sorri?

Os dias na cidade seguem mornos e sem novidades até que, felizmente, alguém resolve interferir nesse caminhar. Há exatos dois meses publiquei uma foto,via Twitpic, de um rosto pintado numa caixa da companhia telefônica. Na verdade, naquele cruzamento da Avenida Barão de Studart com Soriano Albuquerque, há duas caixas. Ali, são dois rostos a sorrir para uma Fortaleza apressada.

A cidade fica melhor assim Sorriso Sorriso para a cidade

Um olhar mais atento e   outro e mais outro sorriso foram surgindo. Doses homeopáticas de arte enquadrada. Antídotos receitados por quem mesmo? Pelo menos para mim e para a operadora de telefonia eles continuam anônimos. Encafifei de tentar descobrir de quem é a ideia, quem foi lá e mudou o cinza sem graça das esquinas. Nada até aqui.

Em contato com a assessoria de comunicação da Oi, soube que o trabalho não é resultado de projetos da companhia e que não houve qualquer pedido de autorização para que as caixas fossem pintadas. Eles apenas acompanham sem nenhum tipo de monitoramento dos locais onde já foram feitas as interferências. Mas quem sabe na AMC poderiam me dar uma informação que me levasse aos autores? Também nada.

Ia ficar quieta, observando de longe, como fiz com as declarações no asfalto aqui perto de casa, publicadas no O Povo de hoje, mas resolvi dividir com vocês minha vontade de agradecer. Seja quem for que ousou ofertar um sorriso à cidade, já em vias de ficar mal humorada, o meu muito obrigada! Pela sensibilidade, pelo presente, foi lindo!

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Quanto vale um blog?

De acordo com este site, o MB vale hoje a estrondosa quantia de $12,673.53. Nada mal para uma blogueira de bobeira e sem DNA de empreendedora no mundo da blogosfera ou alhures [um termo pomposo nessa hora pode até fazer subir a cotação, hein].

Mas quer saber? Desde os idos de 2002, quando engatinhava nessa ferramenta, nunca me ocorreu faturar nada que não estivesse no plano da subjetividade. Escrevo o que me dá na telha quase desmemoriada e descompromissada com regrinhas. Dou-me ao direito de ir e vir, e até de dizer nada, contrariando os santos mandamentos das atualizações constantes. Por vezes nem escuto a zuada da mutuca dos Technorati da vida e nem aí para backlinks e coisinhas afins. Bananas para os pagerank!

O que não tem preço, de verdade,  é saber que o que se publiciza nesse negócio vai de alguma forma mexer com quem lê. Indiferença nunca! E isso tudo é para dizer que achei lindo tudo que foi dito aí nos comentários do post sobre as mães. Não só nos comentários, mas pelo Twitter também. Sem muita ambição ou vaidade, fazer a roda girar, incomodar, emocionar é o que se leva, definitivamente.

Valeu, povo [Daniel Fonsêca, Daniel Sampaio, Pablo Robles, Emílio Moreno, Marcelo Bloc, Mailma Vasconcelos, Aloísio Blau, Ian Gomes e Elisa Beth]!

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Então é dia das mães

E o dia termina e nasce outra vez, como na musiquinha-chiclete de final de ano. Mas o que mesmo você fez, mãe? Teve filhos desejados, curtidos antes, frutos da vontade suprema de exercer a maternidade? Ou será que, de um susto, viu seu traçado de vida mudar? Pode sentir cada instante de crescimento de um novo ser no seu ventre ou dormiu e acordou com a imensa dor do parto?

No fundo, nem importa se uma ou outra. Ser mãe é isso e aquilo, é dia e noite, claro e escuro. É acordar para a vida e viver de sobressaltos. É emoção na ida e na volta – adrenalina sempre! É entrega cotidiana sem reservas. Ser mãe é apostar na incerteza. É reconhecer a dureza da lida e nem por isso achar que pode desistir. Mas é sobretudo a infinita certeza de que o amor pelos filhos existe em si, sem pedir ou exigir retornos.

De minha parte, tenho tentado ser menos a mãe por trás da acepção da palavra. Desde sempre quis ser não só a mulher que teve filhos. Cultivo a possibilidade de uma relação de troca de experimentações, de partilha. Sinto-me viva em cada conquista ou frustração vivida pelas crias que dei à luz. Mas nessa caminhada nem sempre consigo me fazer entender. Muito mais me esqueço de ver neles um mundo novo todos os dias. Contraditório assim, como são as tentativas de acertar alvos em meio a tantos percalços. E não esqueço que sou livre para amá-los e respeitá-los sem que isso implique em culpas ou amarras. Nossos vôos nos chamam.

Sou uma filha da mãe

Família
Na minha infância era um tanto difícil o registro fotográfico. Não havia dinheiro para necessidades básicas quem dirá para “luxos”. São pouquíssimas as fotografias da família. E mesmo as que foram feitas se perderam pela ação do tempo e das malinações de menino buchudo. Éramos tantos! Somos ainda.

Essa foto que divido com você é uma de que gosto muitíssimo. Estamos, os cinco primeiros de uma penca de sete filhos, meu tio Craço e minha mãe [meu pai estava sempre no trabalho], no terreno onde ainda hoje moram meus pais. Não havia a casa ainda. Era o ano de 1969. Talvez 1970, não tenho certeza. Lembro bem do vestido vermelho de poá branco e fita de entremeio na cintura. Minha mãe tinha o hábito odiável de nos vestir a mim e minha irmã mais velha, a pequenininha do lado, com roupas iguais. Mas o que gosto mais na foto é a intimidade com que minha mãe repousa a mão sobre minha cabeça. Tão distantes e diferentes fomos por anos sem fim. Fortes e intransigentes, nos perdemos tantas vezes. Quantas vezes testei sua capacidade de me guiar! Nem sabia mas aprendi lições para a vida toda com isso.

O primeiro filho a gente nunca esquece

O primeiro filho a gente não esquece Tinha 19 anos quando engravidei. A paixão pelo menino de apenas 16 anos foi mais forte que os planos da adolescente segura, cheia de si, estudante de arquitetura, futuro desenhado para ser urbanista, livre com suas convicções dentre elas a de não ter filhos.

A gravidez escondida por medo da rejeição transformou aqueles dias em momentos de dores, mas também de muitas delícias. Tempo de descobertas arrebatadoras. Descobri que crescer assusta e faz criar coragem. Um filho pode fazer isso. Gabriel veio talvez com essa missão. Meu anjo de olhos negros, que eu quis que viesse ao mundo sorrindo, me deu vida nova ao tornar-se pai.

Salve, Antônio dos meus dias felizes

Salve, Antônio dos meus dias felizes
Tinha 31 anos, um filho de 11 e um segundo casamento feliz quando Pedro bateu à nossa porta. Tarefa aceita com muita serenidade. Nunca estive tão bem: amada, respeitada, feliz no trabalho, plena. O menino que nos fez recomeçar, chegou sem saber que era presente divino, semente de um amor tamanho que rompe fronteiras de tempo e espaço rumo à luz.

Na vivência cotidiana me traz suavidade  e gentileza, que me fazem sentir menina no seu colo de homem de 13 anos e coração maduro. Por vezes rude e imediatista, me joga de volta às incertezas e à necessidade de aprender sempre.

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Assim fica difícil

A notícia é de ontem, mas amanheci com ela.

“Relator inocenta deputado dono de castelo”

Oquei, não é assim uma coisa inédita. O que choca é o descaramento da frase dita pelo nobre deputado Sérgio Marques Moraes, relator no processo de quebra de decoro parlamentar contra aquele outro muito mais nobre deputado, o sr. Edmar Moreira:

“Estou me lixando para a opinião pública. Vocês batem, mas a gente se reelege”.

Repare na certeza que há na fala dele, quase em tom profético. E quem se der o trabalho de ler a matéria lincada vai poder refletir um pouco mais sobre esse momento de purgação que este país atravessa. Com a mesma empáfia, Sérgio Marques diz que podem lhe “atirar fogo” que não tem medo. “Tenho sete mandatos e seis filhos, não é pouca vergonha eu estar aqui”.

Tem razão, deputado. É muita vergonha! Eu sinto uma vergonha profunda de ver um povo decente e trabalhador passar por tudo isso. Para quê? Por quê?

Vou seguindo meu dia de brasileira decente e trabalhadora com essas dúvidas enculcadas no juízo calejado. Mas é difícil de achar que o dia vai ser bom de fato. Generalizando, difícil acreditar nessa humanidade.

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Eu tenho medo de gripe

E isso é desde bem pequena. Os pesadelos febris estão vivíssimos na lembrança. Sustos tomados na cama dividida com mais quatro irmãos doentes. Infância humilde, bem, tá pensando o quê? Os chás. Pílulas disso e daquilo: as de cor rosinha, amassadas na colher, serviam para quase tudo. Não imaginava ouvir falar de gripe aviária [nem muito menos suína!] e já morria de medo do “gogo” das galinhas no terreiro da casa da vó. Ficava triste pelas coitadas, claro. Tão irremediavelmente feias! Mortas-vivas a ciscar. Mas, antes elas do que eu, afinal, pensava.

Foram muitas, mas não fiz as contas de quantas vezes caí de cama com GRIPE, daquelas do verbo ficar em casa gemendo e suando. Mas isso também foi só até chegar a dengue, né, que daí em diante só se tem vi-ro-se. E não é um cretino de um vírus que fica a brincar de se metamorfosear nas entranhas dos bestas?!

Prevenida, há uns anos me desfiz do preconceito e suporto a fisgada da agulha. Sou das primeiras na fila de vacinação lá da TV. E olha que nem passei dos 60 ainda. A história é que nem pensar em despedidas aos espirros. Papelão, perder tanta batalha pra vírus! Só não sei é se vai dar para controlar a preocupação com mais essa peripécia desse tal de Influenza.

oinctchimMas o bom é que o juízo dá conta de descontrair. Ando lembrando de uma brincadeira bestinha demais em que se perguntava pra criatura postada na sua frente, tesa sem piscar: “Teu pai matou um porco?”, “Teve medo do rabim?”. Ai de quem piscasse!

Para constar: O suíno aí do lado me foi apresentado num sítio estupendo lá em Guaramiranga. O “oinctchiiiiim” é coisa das tuitadas do Mário Aragão que gostei e trouxe, porcamente, para cá, via Photoshop.

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Tem uma barata na minha vida

E ela me segue pelo Twitter. Eu, que dia desses dei show de coragem perseguindo uma nojentona que apareceu no ralo do banheiro, só pra não fazer feio em casa, vou acabar virando fã da bichona. Mas só da que atende por Barata Obama. Achei lindo! Quem é o autor?

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Ainda sobre o 8 de março

Os últimos dias foram de trabalho puxado. Cada vez menos tenho parado de frente pro blog, o que me deixa até certo ponto frustrada. Há dias em fico completamente off line. Resultado: só hoje li o que escreveram por aí sobre o badaladíssimo Dia Internacional da Mulher.

Do que li, dou nota dez para Marjorie Rodrigues. De uma forma simples demais ela fala do desconforto que muitas mulheres sentem, sem nem saberem o motivo certo, ao receber rosinhas nessa data querida. Para quê mesmo as rosas, hein? Assino cada frase dita por ela. E transcrevo aqui o parágrafo final do texto intitulado “No dia 8 de março, dispense a rosa!“:

“Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa…”

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Você sabe o nome do Lixeiro da sua rua?

Provavelmente não. Certamente os rumos da sua vida não vão mudar muito pelo fato de não saber. Não vai morrer se não souber, garanto. Mas, acredite, há quem trate o profissional responsável por recolher sacos abarrotados de nojeirinhas de forma tal como se ele próprio fosse… lixo! E isso quem diz não sou eu.

Ouvi relatos impressionantes durante a gravação de uma matéria sobre a rotina de trabalho de garis coletores nas ruas de Fortaleza. Eles chegam a percorrer [correndo] algo como 30 quilômetros; podem fazer cerca de 800 agachamentos por turno; estão sujeitos a impropérios, desprezo e desconfiança por parte da população, além de quedas e atropelamentos, acidentes com materiais cortantes e doenças transmitidas pelo eventual contato com todo tipo de sujeira.

Mesmo assim, pude ver alegria em seus rostos conscientes de que falta muito para que a sociedade reconheça a importância da função que desempenham. Nem de longe conseguiria acompanhá-los na difícil tarefa, mas ao menos tentei mostrar como é o ritmo de uma equipe composta por quatro rapazes muito moços, quase sempre sem opção de trabalho, fugindo do desemprego.

A matéria você vê nesta segunda-feira, 09 de março, no quadro “Maísa Descobre” do programa Na Boca do Povo, TV Jangadeiro. Antes disso, eis algumas fotos feitas pela produtora de externa, a Michely, durante a gravação.

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Na foto de cima vemos o cinegrafista José Valdenor, o Zezinho, que penou pra acompanhar o pique da moçada. Na de baixo temos a equipe que acompanhamos, onde se vê o Igor [que não aparece muito, pois "tomei" o lugar dele no caminhão], o Alfledson, eu mesma, o Sidney e o Roberto, o mais falante de todos.

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