Loucos de Futebol faz Lost comer poeira

7 Junho 2008, por Maísa Vasconcelos

Olhaí, menino! A boa nova quem conta é o próprio Halder Gomes, o moço lá de Senador Pompeu que resolveu ganhar a vida fazendo cinema. Pela caixa postal, diz que o filme, desde o lançamento em DVD há três semanas, já é recordista de vendas na Distrivídeo, desbancando blockbusters como LOST e Transformers.

Não vi ainda e por isso não posso falar de conteúdo. No entanto posso apostar na raça de um sujeito pequenininho como só um cearense é, mas valente o suficiente para mostrar que é possível dar uma volta no ciclo da produção audiovisual no estado. O documentário “Loucos de Futebol”, que aborda uma temática regional ao retratar a torcida do Fortaleza Esporte Clube, foi feito por profissionais daqui e está sendo distribuído por uma empresa local. Dá-lhe Halder!

O melhor é que “Loucos” vem junto com o hilariante “Cine Holiúdy - O astista contra o caba do mal”. Impossível não dar boas gaitadas com as marmotas do Francisgleydisson, o personagem principal do filme que já rodou 13 países em mais de 50 festivais. Se não viu, veja.

E como não poderia deixar de ser, o DVD já está na praça também na versão genérica. Pois é, segundo o Halder “o filme já caiu nas graças da pirataria”.

Imagem: Vanessa Malta

Escrevi depois: A Leda demonstrou interesse no filme e não teve como acessar devido a eu não ter feito o serviço completo. Sendo assim, eis alguns contatos para quem quer saber mais sobre o Halder e para quem quer ter/ver o filme.
Contato com o Diretor: haldergomes.com
Para comprar o DVD: Nordeste Distribuidora

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Olhar do Ceará

12 Abril 2008, por Maísa Vasconcelos

Pois é, não estou no Cine Ceará deste ano. Pena. Esse é um evento já marcado na minha trajetória profissional. Lembro do início do Festival, ainda como a Vídeo Mostra Fortaleza, na Casa Amarela Eusélio Oliveira. Noites de calor, abanados pelo ventilador de teto, experimentações na tela e o frenesi dos realizadores otimistas. Até aqui já são 18 anos. A vida longa que pedimos agora se estende a outros territórios, abraça a cinematografia ibero-americana. Mas as produções cearenses ainda são responsáveis pela maior procura de assentos nas mostras. E é com sala lotada que o Espaço Unibanco Dragão do Mar exibe a mostra Olhar do Ceará.

Brinquedim

A desculpa do tempo curto me fez perder a exibição do documentário Dim, de Nirton Venâncio. Pena, mais uma vez! Conheço os dois há alguns bons anos e sei da importância dos trabalhos que desenvolvem. Nirton, além de poeta do cotidiano, é cineasta premiado nas suas incursões curta-metragistas. Dim é poeta das cores, do traço alegre, criança grande que reaviva nossa memória através dos seus brinquedos. Mal que dura - temo não poder ver nem tão cedo, já que essas produções acabam restritas a esse tipo de mostra e só.

Ou não

Quebrar as barreiras da falta de espaços para exibição, buscar novas parcerias para distribuição, é o que vem fazendo o Halder Gomes. Lá pras bandas de Holyúdeaprontou das suas e nos proporcionou boas gargalhadas com o Francysgleydson, em “O Astista Contra o Caba do Mal“. Neste ano exibe “Loucos de Futebol”, escrito assim, numa alusão aos “loucos de pedra”. Ele mesmo é um deles e não esconde que faz parte da torcida que retrata no curta, a torcida do Leão. Quem for hoje ao Dragão vai poder ver se, como ele diz, “futebol é mais que 22 machos correndo atrás de uma bola”.

Imagens: 1. Cartaz Divulgação - 2 e 3. Fotos de Vanessa Malta

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Inauguração do Cine São Luiz - o filme

26 Março 2008, por Maísa Vasconcelos

Há pouco mais de um ano recebi de presente um DVD com imagens incríveis de um acontecimento grandioso que reuniu “o que de mais célebre” existia na sociedade de Fortaleza. Sensacional! Nem me dei conta de que ali estava um documento. Hoje, aniversário de 50 anos do mais bonito de todos os cinemas deste país, divido com você esse presente: um filme documentário da Atlântida Filmes, com narração de Heron Domingues, que mostra a inauguração, em 26 de março de 1958, do Cinema São Luiz.

Escrevi depois: Na pressa de viabilizar a postagem do material (conversão para mpg: o dvd tinha 422 mb e ficou com 66 mb), nem pude me estender, falar do quanto é rico o material feito pela Atlântida. Embora seja nos moldes de um institucional, fixando-se mais na família Severiano Ribeiro, o filme é também retrato de uma época vivida por essa cidade desmemoriada. Reparem no texto, no vestuário, nas edificações da Fortaleza de 50 anos atrás! O melhor de tudo é ver que, embora não seja mais o espaço de exibições que já foi, o prédio permanece tal e qual. E o Nonato acabou por reconhecer algumas figuras que lá estiveram, como o Lúcio Brasileiro. Será que as encontrarei na noite de hoje revendo Anastácia?

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