Archive for category Cidade

De quem é o rosto que me sorri?

Os dias na cidade seguem mornos e sem novidades até que, felizmente, alguém resolve interferir nesse caminhar. Há exatos dois meses publiquei uma foto,via Twitpic, de um rosto pintado numa caixa da companhia telefônica. Na verdade, naquele cruzamento da Avenida Barão de Studart com Soriano Albuquerque, há duas caixas. Ali, são dois rostos a sorrir para uma Fortaleza apressada.

A cidade fica melhor assim Sorriso Sorriso para a cidade

Um olhar mais atento e   outro e mais outro sorriso foram surgindo. Doses homeopáticas de arte enquadrada. Antídotos receitados por quem mesmo? Pelo menos para mim e para a operadora de telefonia eles continuam anônimos. Encafifei de tentar descobrir de quem é a ideia, quem foi lá e mudou o cinza sem graça das esquinas. Nada até aqui.

Em contato com a assessoria de comunicação da Oi, soube que o trabalho não é resultado de projetos da companhia e que não houve qualquer pedido de autorização para que as caixas fossem pintadas. Eles apenas acompanham sem nenhum tipo de monitoramento dos locais onde já foram feitas as interferências. Mas quem sabe na AMC poderiam me dar uma informação que me levasse aos autores? Também nada.

Ia ficar quieta, observando de longe, como fiz com as declarações no asfalto aqui perto de casa, publicadas no O Povo de hoje, mas resolvi dividir com vocês minha vontade de agradecer. Seja quem for que ousou ofertar um sorriso à cidade, já em vias de ficar mal humorada, o meu muito obrigada! Pela sensibilidade, pelo presente, foi lindo!

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Mais de oito mil palavras

Fotos feitas da janela do carro, sem intenção clara, apenas registros descompromissados da cidade.

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Mapa dos buracos de Fortaleza

Como assim? Nas Secretarias Executivas Regionais não há um mapeamento da situação da buraqueira em Fortaleza. Pois não seja por isso! Acabo de enviar o seguinte email para a PMF:

Lendo o O Povo de hoje, vi que as Regionais não têm um mapa de como estão as vias da cidade.
Sugestão: Alguns blogueiros fizeram esse levantamento com a colaboração de internautas e isso virou um case local.
Anotem o endereço: http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&source=embed&msa=0&msid=114434432094326506356.000468b42e61d4606e18c&ll=-3.780669,-38.502944&spn=0.206928,0.275088
Espero estar colaborando para o fim dos famigerados buracos ;)
Atenciosamente
Maísa

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LP

Há uns três anos meu filho mais novo me chegou da aula de Kung Fu pedindo para fazer um tal de Le Parkour. Kour de quem?, foi o que ouviu numa primeira reação. Aí o bichim me explicou mais ou menos o que era, que conheceu pela internet e veio todo animadinho me apresentar. Como as vezes, papel de mãe é se assustar e passar isso adiante, dei um estrondoso não como resposta. Imagina um pirralhinho de 10 anos, sem a consciência corporal devida, sair vor aí dando bunda canastra, saltando muro e subindo em galho de árvore? Mim não ser Jane!

Pois não é que descobri que muitos outros pais assustadinhos repetiram a mesmíssima coisa! Acontece que uns meninos mais taludos resolveram enfrentar as feras e hoje formam um grande grupo chamado “Le Parkour Fortaleza”. São jovens de vários bairros da capital que se juntam para trocar experiências e afinar técnicas. Até ensaiei de um jeito totalmente desconcertado uns primeiros movimentos.

a matéria que foi exibida hoje no Na Boca do Povo está disponível no site. E como já dá para pesacr de lá, facilito o trabalho de vocês colando aqui.

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O que a Fifa não viu

A montagem é tosquíssima, mas rende duas boas gaitadas.

rastreadores_impurezas_comissao_fifa_fortaleza

Eu falei que era tosca.
Via: Rastreadores de Impurezas. Não conhecia.

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Maísa Descobre

Profissionalmente falando, uma das melhores coisas do ano que passou foi ter, enfim, saído do estúdio e ido pra rua. Desde julho de 2008, tenho gravado externas para o quadro intitulado “Maísa Descobre”. Na cara de pau, sugeri o nome inspirada  no cãozinho Doc, do Discovey Kids. A coisa mais fofa da TV! A produção caiu em cima de mim por achar muito lúdico e tal. O fato é que venci no grito e de lá para cá temos buscado temas variados para as matérias, que vão ao ar semanalmente, nas segundas-feiras.

Começamos de forma tímida, mostrando como se faz uma calça jeans, na imensidão da Santana Textiles. Fomos bisbilhotar como vive o ídolo do brega Genival Santos. Foi lindo ver a surpresa dos fãs, que não o conheciam pessoalmente, em plena Praça José de Alencar! Fizemos pão. Mostramos como se faz um jornal diário. Tive meu dia de garçonete, de tratadora de cães, de comissária de bordo. Surfei no Titanzinho. Bom, eu tentei, claro. Fiz rapel urbano com uns malucos de uns homens-aranha, que descem de cabeça para baixo de um edifício de 23 andares. .. Enfim. Tenho descoberto que há muito o que se descobrir nessa cidade.

Uma experiência que nem sempre dá para viver da forma que queremos, mas feita com muita dignidade e muita vontade, principalmente. Mas o melhor tem sido descobrir histórias de gente. Gente como a Mariazinha, a cobradora da 11, a Topic que faz a linha Barra do Ceará-Cais do Porto, aqui em Fortaleza.

Depois de várias tentativas frustradas de fazer o upload do vídeo para o YouTube, enfim, consegui.

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Azul

Trouxe lá do Querido Leitor. Não sei do que se trata, nem tenho tempo para pesquisar. Mas é algo que impressiona:  relaxa e incomoda ao mesmo tempo. Sugestões e/ou dicas nos comentários, por favor!

E, desejem-me sorte.

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Praia paradisíaca

Lindo, não? Você saberia dizer onde fica essa praia?
Dois caranguejos e uma cerveja gelada para quem primeiro acertar.

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Caso Eloá impulsiona propaganda

Ontem meu filho chamou atenção para este anúncio:

- Bastou a Eloá morrer pra aparecer loja com o nome dela!, protestou o menino. De certa forma ele, tem razão. Embora a marca exista “há mais de ano”, como disse a atendente com quem falei ao telefone, apenas agora resolveram fazer propaganda, como a daí do alto. Oportunidade?

Site da loja, aqui.

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Jornalismo que emociona

Uma imagem e mais de mil palavras. A história de Alex Ângelo e Alexsandro Araújo, publicada na edição de hoje do jornal O Povo, é uma bofetada na cara de nós todos. A pergunta não é “como pode alguém morar num esgoto por dez anos ou viver sobre uma árvore?”. Antes devíamos refletir sobre a invisibilidade desses rapazes. Eles invisíveis, nós insensíveis!

Parabéns, Yanna Guimarães! Arrasou, Evilázio!

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