Archive for dezembro de 2009

2009 e as “melancia”

Era uma vez um ano que tinha tudo para dar errado. Se marolinha ou tempestade, quem conseguiu remar o barco até aqui sabe que em alguns momentos nada deu certo mesmo. Mas a onda negativista lá do começo nem de longe se compara aos balanços que pipocam daqui e dali nesses últimos suspiros. Um dos setores que mais comemoram essa mudança é o da indústria automobolística: são quase três milhões de carros vendidos

IINDÚSTRIA AUTOMOBOLÍSTICA? Como assim? Esperaí, que não é assim não! Minhas suaves e sinceras desculpas, prezado leitor, mas, por mais que o calo me aperte se o tomate está caro, o MB nunca se propôs a ser um espaço para análises econômicas e afins. Nunca não. E depois, haja saco para tantas retrospectivas. Convenhamos, há quem faça isso muitíssimo melhor e sem tantos adjetivos e terminhos “condenáveis”, exaustivamente descritos nos manuais.

A verdade é que esse foi um intervalo de 365 dias de pouca conversa por aqui, de ausência mesmo. Fazer o quê se a vidinha lá fora trouxe um tom de prosa mais pesada? Além de termos tido bem dizer o nosso “bug” no condomínio do BlogueIsso! Blogs, quando um erro técnico nos obrigou a rearrumar a casa, a facilidade do Twitter nos aproximou em 140 caracteres.

Está certo que é clichê, mas é final de ano e eu ainda hei de conquistar o direito de poder fazer e dizer besteira, 2009 foi ano de muitos encontros e desencontros. Foi tempo de colher  no amor, na vida profissional, na família, com os amigos queridos. Mas também foram dias de levar bordoada, que aprendizado é coisa lenta. Jogando na balança de todo dia, saímos ganhando, penso. O suficiente para desejar dar passos mais firmes daqui por diante.

E, para fechar o post-sem-pé-nem-cabeça, pra não dizer que não falei de bunda e de mulher pelada [os grandes responsáveis pela vinda de muita gente besta até aqui], e ainda aproveitando que a Andressa Soares, a Melancia em pessoa, posou pela enésima vez para a Playboy neste 2009 já quase velho, me despeço do ano com uma frase ímpar, dita por uma bêbado lá do Recife, segundo conta um professor que tive:

É no andar da carroça que as melancia se ajeita.

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Cair na real dói, atordoa, deixa um vazio.
O que vem depois?

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É hora do #freeemilio pra valer

So.li.da.ri.e.da.de s.f. 1 cooperação mútua entre duas ou mais pessoas 2 fig. interdenpendência 3 identidade de sentimentos, de ideias, de doutrinas

Um substantivo pode repousar na estante da vidinha real indefinidamente. Ou não. Embora haja tantos outros a nos distanciar do verbo, do olhar para o outro, chega uma hora em que é preciso a-ti-tu-de.

Acompanho desde o início o caso do Emílio Moreno, estudante de jornalismo processado devido a um comentário anônimo feito  no blog Liberdade Digital, do qual é editor. Penso que o desenrolar do processo poderia ter tido um final distinto do que teve, com a condenação de pagamento da quantia estratosférica de R$16mil. Mas discutir isso para quê? O que posso fazer é acreditar que há formas de continuarmos essa discussão.

Nos encontros entre um grupo de blogueiros-tuiteiros [Hélcio Brasileiro, Gabriel Ramalho, Glauber Uchoa, Emílio Moreno e eu própria], vimos que não podemos nos ater apenas a este caso. Há muito mais para ser conversado, entendido.

Na semana passada, demos um passo importante nesse sentido com a realização do debate em Fortaleza sobre o Marco Regulatório da Internet no Brasil. Somos atores de um processo em curso e precisamos trocar ideias, compartilhar dúvidas, ouvir, ouvir, falar, falar e falar exaustivamente se for necessário. As repercussões têm sido as melhores. Recebi email de gente que se inquietou e partiu para tentar entender mais sobre a questão; vi outros curiosos; ouvi comentários de quem não esteve lá, mas que de alguma forma quer levar o tema adiante. Há movimento por parte da imprensa… Bingo!

Por outro lado, Emílio continua com a dívida. É só dele? Talvez sim, talvez não. De minha parte, tomo-a para mim também. E faço até uma correção do que disse antes: ainda somos aprendizes de atores nesse espetáculo da comunicação eletrônica. Há muito o que aprender. Nem só de palavras, o Emílio precisa agora de grana para respirar aliviado. Bora contribuir? É só clicar aí no quadro :)

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Un cadeau pour toi

Felipe Abud é repórter fotográfico dos mais sensíveis e criativos. Em Fortaleza, passou pelas redações do extinto Tribuna do Ceará, Diário do Nordeste e, mais recentemente, pelo jornal O POVO, além de ter sido cinegrafista da TV Diário. Mas foi numa agência de propaganda que descobriu o amor pela fotografia. Ainda adolescente, finalzinho dos anos 70, trabalhava no laboratório da MPM no Rio de Janeiro. Por lá,  ficou 10 anos.

E é este mais ou menos o tempo que o conheço mais de perto. Gente boa demais, dispara sorrisos fáceis e sinceros. Outro dia tive que controlar minha inveja ao vê-lo faceiro, língua de fora, brincando feito criança pelas ruas de Paris com Janaína Taillade, a sobrinha torta, que é sua mulher. Como o amor não tira férias, o moço fez o que mais sabe fazer: fotografou a Cidade Luz!

Agora recebo email contando da iniciativa, sem êxito, de tentar fazer uma exposição com o que trouxe. Mesmo sendo 2009 o Ano da França no Brasil, não conseguiu patrocínio para ir adiante. Pois sabe o que mais? Felipe resolveu compartilhar o que registrou, enviando parte das fotos para uma lista de conhecidos, com o pedido de que fossem repassadas a outros. Feito!

Não só encaminhei como divido aqui com você no MB umas poucas que selecionei. Imagine aí como foi difícil escolher entre as 113 que recebi! Bom, mas, além de convocar você para que replique as fotos, lembro que dar crédito é de lei. No mais, ganhamos todos, penso.

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Todas as imagens deste post são de Felipe Abud, fotógrafo free lancer

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