Não importa onde, nem como, queremos estar cada vez mais conectados. Então, vamos jogar as mãos para o céu, afinal já somos uma besteirinha em torno de 50 milhões de brasileiros usuários da Internet. E daí? Daí que nunca deu muito certo isso de juntar tanta gente numa mesma brincadeira sem que regras claras fossem conversadas antes do “um, dois, três, valendo”.
Prova disso na rede são os processos judiciais que se multiplicam, como no caso do Emílio Moreno, condenado a pagar o que não tem por não ter percebido antes que rejeitar, deletar, excluir, e sinônimos outros para o que chamam de “moderar comentários” pode ser a única forma de livrar-se de pendengas jurídicas. Eu mesma quase caio na armadilha. O exemplo dele livrou-me do infortúnio, saiba.
Uma DR não faz mal a ninguém
Pois se há sempre um tempo para tudo, está na hora de discutir essa relação. Qual? A minha, a sua, a nossa relação… com a própria. Sim, porque tem gente que pensa que a rede só balança para um dos lados e ainda não se dispôs a perceber que nem tudo é normal.
Pra começar, para que tudo seja lindo na Internet, vai depender de como somos, da responsabilidade que temos conosco e com os demais. E bote aí mais um rol de coisinhas para as quais muitos não estão preparados. Aqui, um parêntese, após os dois pontos: {Eu já disse que abomino os anônimos, os covardes que pensam esconder-se de si mesmos ao jogar seu ódio nos comentários?} Fecha parêntese, que a intenção não é incitar ódios e violência, mas sim falar do Marco Civil da Internet no Brasil.
Na semana passada, uma reunião informal entre blogueiros-tuiteiros resultou na organização de um encontro, um debate, onde possamos expressar dúvidas, juntá-las às dos demais e, quem sabe, discutir possibilidades reais de contribuição à iniciativa do governo federal, que lançou o projeto do Marco Civil da Internet no Brasil. Não somos ligados a organizações públicas ou privadas. Como tantos, somos um grupo de leigos, de gente que quer entender mais. Por isso o start nessa discussão.
Então, vamos lá! Próxima quarta-feira, 02 de dezembro, temos um encontro em forma de desconferência aberta, com participação do advogado Cristiano Therrien, do Professor Vasco Furtado, interferência de quem quiser e puder chegar lá, com a mediação do jornalista Plínio Bortolotti e apoio fundamental do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
Agende-se! Divulgue! Bora discutir essa relação?
Ajudada pela rede, claro, transcrevo algumas linhas biográficas dos nossos convidados:
* Vasco Furtado - Cientista e professor em computação da Universidade de Fortaleza, doutor em Inteligência Artificial na Université d’Aix Marseille III, França, com pós doutorado na Universidade de Stanford, EUA. Analista de Tecnologia da Informação da ETICE. Desenvolve pesquisas em computação prioritariamente aplicadas ao contexto da Segurança Pública.
* Cristiano Therrien - Advogado especializado na área de Tecnologia da Informação; mestre em Informática Jurídica e Direito da Informática pela Universidade Complutense de Madri; professor universitário de Direito da Tecnologia da Informação; coordenador de TI da Prefeitura Municipal de Fortaleza; coordenador de projetos de inclusão sóciodigital.
* Plínio Bortolotti - Jornalista. Editor institucional do Grupo de Comunicação O POVO e integrante do Conselho Editorial do jornal. Foi ombudsman do jornal por três mandatos (2005/2007). É diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).
Contatos com os organizadores:
Maísa Vasconcelos, jornalista – @maisanablogo
Gabriel Ramalho, publicitário – @gabsramalho
Hélcio Brasileiro, jornalista – @helcio
Glauber Uchoa, jornalista – @glauberuchoa
Ivan Ferraro, produtor cultural – @ivanferraro
Serviço:
Marco Civil da Internet – o debate já começou
Dia: 02 de dezembro de 2009
Local: Auditório do Centro Dragão do Mar de arte e Cultura
Horário: 19h
Maísa Vasconcelos - Brasileira [em Fortaleza] - Apresentadora de TV [quase loura, nada de peitões] - Jornalista [até certo ponto parcial] - Radialista [fora do dial, por enquanto] - Cerimonialista [sem frescuras] - Blogueira [de bobeira] - Mulher [em construção]
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